sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pernambuco debate política de resíduos sólidos

Uma cena ainda comum, principalmente nos municípios do interior do estado, são os chamados lixões a céu aberto. Uma realidade que, mesmo timidamente, vem sendo modificada. Dos 185 municípios pernambucanos, 20 implantaram, nos últimos sete anos, um aterro sanitário. Ainda é pouco, mas há sete anos eram só dois. Um projeto de lei encaminhado pelo governo do estado e que está em tramitação na Assembléia, deverá tornar obrigatório o planejamento da gestão dos resíduos sólidos. Ou seja, não se trata apenas de criar aterros sanitários, mas também planejar o tratamento e a destinação dos resíduos.


O município poderá também fazer consórcios ou aterros compartilhados. No caso de Recife e Jaboatão, o lixo está sendo depositado, por enquanto, em aterros particulares. A mesma solução poderá ser adotada por municípios de menor porte. Outra alternativa sugerida pela Secretaria de Meio Ambiente é que os municípios que não tiverem condições de fazer o próprio aterro compartilhem com os vizinhos. Mas se lembrarmos que os vizinhos também são de "pequeno porte", o jeito é eles se unirem ou buscarem soluções em municípios mais estruturados. Então, ninguém se espante se o lixo começar a viajar por ai. É o caso de Recife, que manda seu lixo para Igarassu. Antes isso, do que ser depositado a céu aberto. No Sertão, dois municípios contam com aterro: Arcoverde e Araripina, os outros 18 estão distribuídos no Agreste e Zona da Mata.

Nenhum comentário:

Postar um comentário