segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Coleta de lixo à vácuo

Gustavo Bonfiglioli - Especial para O Estado

Logo abaixo das ruas de Barcelona, existe uma outra malha de tráfego. A uma profundidade de 5 metros, o lixo de casas, escritórios e até hospitais da capital catalã viaja a uma velocidade de cerca de 70 quilômetros por hora por meio de 113 km de tubulações, rede a vácuo que literalmente suga os resíduos produzidos pela população. Todas as vias conduzem aos mesmos destinos, centrais de armazenamento onde o material é processado, estocado em contêineres e finalmente levado a estações de reciclagem ou de incineração.

A chamada coleta pneumática, desenvolvida pela empresa sueca Envac, transformou a gestão de resíduos de Barcelona desde que foi adotada, no início dos anos 90. Hoje a cidade tem 30% do lixo coletado em oito pontos. Cada uma dessas malhas subterrâneas é independente, conectada por dutos a uma central específica. Pode parecer futurista demais, mas existem 600 redes semelhantes espalhadas por 150 cidades de todo o planeta.

As vantagens ambientais são muitas: o fim dos caminhões de lixo, a diminuição das pilhas de sacos nas ruas e o estímulo à coleta seletiva, já que cada tipo de resíduo – reciclável, não-reciclável e orgânico – é lançado na rede subterrânea separadamente e vai para contêineres próprios. “A ausência de caminhões de lixo evita odores, acúmulo de lixo e melhora o tráfego. Além das vantagens ambientais, o sistema proporciona um melhor aproveitamento do espaço urbano”, afirma Carlos Vazquez, chefe do Departamento de Gestão de Resíduos da prefeitura local.

O bairro de Lesseps, no distrito de Gràcia, adotou a coleta a vácuo recentemente, em 2009. O presidente da associação de moradores, Josep Maria Flotats, é um dos entusiastas do sistema, que atende 5,6 mil pessoas em Lesseps. “O bairro está mais bonito, limpo e sem odores. Não há mais acúmulo de lixo pelas ruas à espera dos caminhões de coleta, cuja ausência também tornou o bairro menos barulhento”, conta o barbeiro de 65 anos, que organizou uma visita à central de coleta para os moradores no fim do ano passado. “É importante mostrar à população para onde de fato está indo o lixo que ela produz. Todos ficaram satisfeitos.”

O vice-presidente da Envac Iberia, Albert Mateu, que administra os sistemas na Espanha e em Portugal, afirma que a coleta a vácuo deve cobrir 70% de Barcelona até 2018, ano em que a empresa espera concluir as outras redes de coleta projetadas para a cidade. “Infelizmente, não é possível chegar a 100% por conta de alguns bairros com pequenas colinas e irregularidades no terreno, que inviabilizam a instalação dos dutos”, explica.

Barcelona instalou o primeiro sistema de coleta subterrânea para os Jogos Olímpicos de 1992. O sistema criado para a vila olímpica construída com tecnologias sustentáveis no bairro Poblenou, a noroeste da cidade, atende ainda hoje a 4,4 mil residências. O exemplo da vila deu origem às outras sete redes de coleta, que, 18 anos depois, beneficiam aproximadamente 324 mil moradores.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Prefeitos estão se unindo para atender PNRS

Autoridades de Canindé, Caridade, Itatira, Paramoti 
e Madalena se reunirão para discutir "consórcio"

Canindé. Em reunião realizada no Auditório da Prefeitura Municipal de Canindé foi discutida uma série de assuntos relacionados à operacionalização do Consórcio Municipal de Aterro de Resíduos Sólidos - Unidade Sertões de Canindé (Comares-UCN), conhecido como "Consórcio do Lixo". Este projeto visa, principalmente, a preservação do meio ambiente e a conservação do lençol freático da região compreendida entre os Municípios de Canindé, Caridade, Itatira, Paramoti e Madalena.

Na ocasião, foram escolhidos o presidente, vice e demais diretores do consórcio. O presidente eleito foi Cláudio Pessoa, prefeito de Canindé. A sede do aterro sanitário, que terá vida útil de 20 anos, será em Canindé. Os demais deverão enviar seus resíduos sólidos. O consórcio é um protocolo de intenções, publicado pelos cinco municípios integrados.

De acordo com os técnicos da Secretaria de Cidades do Ceará, serão transportados para o aterro sanitário regional 984.262 toneladas de resíduos industriais não perigosos, em uma área prevista de 14,48 hectares, numa área total de 28 hectares.

Um cinturão verde será construído ao longo do aterro para preservar a mata ciliar e assegurar vida ao meio ambiente. Trator de esteira, pá carregadeira de pneus, caminhão basculante e uma balança eletrônica fazem parte dos acessórios do empreendimento que irá acabar de vez com os lixões das cinco cidades. Estações de transferências serão implantadas nas cidades de Madalena, Caridade, Paramoti e Itatira, com a utilização de contêineres. Segundo projeto, a usina de triagem terá capacidade de atender um movimento diário de 45 toneladas de resíduos sólidos destinados ao aterro, que custará R$ 5.057.900,41.

As estações de transferências estão orçadas em R$ 895.136,55, além de R$ 500 mil para o projeto executivo. Para Cláudio Pessoa, o aterro sanitário será o grande passo para a mudança de vida das pessoas na região. Além de garantir mão-de-obra e investimentos familiares como a reciclagem do lixo.

Fonte: Diário do Nordeste - www.diariodonordeste.globo.com

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Angola acolherá congresso da CPLP sobre gestão dos resíduos em 2011

Luanda – A República de Angola, por assumir a presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), vai acolher em 2011 o congresso sobre gestão dos resíduos sólidos, anunciou em Luanda a ministra do Ambiente, Fátima Jardim (foto)

A titular da pasta, que falava no encontro alargado do Comité Nacional do Planeta Terra, criado em 2009, disse que o evento será realizado no quadro dos compromissos assumidos pelos respectivos governos relativos a preservação do planeta terra. Para Fátima Jardim, os resíduos são um problema sério, por isso, os integrantes do comité pretendem fazer abordagem desta questão no quadro do desenvolvimento integrado e humano dos respectivos países da CPLP.

Com o Comité Internacional do Planeta Terra, prevê-se ainda em 2011 a realização, em Angola, do Fórum de Desenvolvimento Sustentável para África, sendo um objectivo que já está a ser preparado com o empenho dos membros integrantes. “O ano de 2011  será determinante  para a  nossa  afirmação e queremos  fazer com que a  realização destes eventos permitam  maior interacção entre  nós. Vamos  fazer de Angola um exemplo de abordagem de desenvolvimento com sustentabilidade”, reiterou.

Referiu  ainda que  as crises  globais  que  resultam  de vários  fenómenos, entre os quais  a redução  e perda da  biodiversidade, alterações climáticas, desertificação e destruição dos ecossistemas naturais  estão a fazer com que  as questões  ambientais  sejam  responsáveis  pela  globalização sustentável. “ Temos de apoiar e fazer conviver a sociedade e a economia com a componente ambiental, para que este pilar extremamente importante para o desenvolvimento se materialize em acções de actos dignos na preservação do meio ambiente, com vista  a uma qualidade de vida saudável dos nossos habitantes”, analisou.

Neste encontro alargado do Comité Nacional do Planeta Terra, que decorreu na Sede do Banco  Espírito Santo (Besa),  foi apresentado  o relatório das  actividades desenvolvidas durante os últimos 10 meses, a proposta  de  criação  dos comités  provinciais, assim como a apresentação dos  projectos sobre  educação ambiental e  aldeia ecológica. Participaram, neste evento, vários membros dos comités nacional e internacional do Planeta Terra, estudantes universitários e técnicos do Ministério do Ambiente.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

O uso racional da água


Roberto Naime*

O uso racional e responsável da água é fundamental para o futuro da humanidade. O acelerado crescimento demográfico, a mudança de intensidade de consumo e a evolução do desenvolvimento das atividades antrópicas criam conflitos e pressão sobre os recursos hídricos existentes.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), no século 20, o uso da água cresceu duas vezes mais rapidamente do que a população. A água torna-se cada vez mais escassa, ate mesmo no Brasil, que detém de 12% a 16% do total de água doce do planeta.

A questão muitas vezes não se resume à existência de recursos hídricos, mas sim às condições de acesso à água. O Nordeste, com 29% da população, conta com apenas 3% dos recursos hídricos do país, enquanto que o Norte com 7% dos habitantes, tem 68%. Até na Amazônia, pela precária infra-estrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição.

As condições de saneamento básico também continuam muito precárias. Saneamento básico é captar, tratar e distribuir a água para o consumo das populações; recolher e tratar o esgoto doméstico antes de permitir seu retorno aos mananciais hídricos superficiais e subterrâneos e tratar da questão dos resíduos sólidos (lixo doméstico). Não adianta a pessoa receber água tratada e ter péssimas condições higiênicas em função dos resíduos sólidos mal acondicionados, mal coletados ou mal destinados.

Mais da metade do esgoto produzido no país não recebe tratamento e é despejado diretamente nos rios, mares, lagos e mananciais. Além disso, o desperdício de água tratada é muito grande. Só na distribuição, as perdas podem chegar a 65% do que é captado nos mananciais. A média de consumo do brasileiro é de 50 litros por dia, quase o dobro do que a Organização Mundial da Saúde considera suficiente para uma pessoa. Na verdade nem se sabe o que é consumo e o que é perda do sistema, com um nível de eficiência muito baixo.

Podem ser implementadas sugestões para evitar o desperdício, e a contribuição de todos é fundamental.

Banho:
Não tome banhos demorados e feche a torneira enquanto se ensaboa. A cada minuto, mais de 20 litros de água vão embora pelo ralo. Coloque um balde embaixo do chuveiro para armazenar a água enquanto ela não esquenta. Essa água pode ser utilizada para outras atividades como colocar a roupa de molho.
Caso seja viável, instale redutores de vazão. Eles diminuem a quantidade de água liberada pelo chuveiro.

Pia do banheiro:
Não escove os dentes ou faça a barba com a torneira aberta.
Instale aerador ou arejador (dispositivos que liberam ar ao mesmo tempo que água) nas torneiras da cozinha e do banheiro. Se possível, prefira o arejador de vazão constante (que faz com que a água saia da torneira em fluxo contínuo).

Cozinha:
Ao lavar a louça use a bacia ou a própria cuba da pia para deixar os pratos e talheres de molho por alguns minutos, antes da lavagem. Isso ajuda a soltar a sujeira. Não deixe a torneira aberta enquanto os ensaboa. Você estará economizando dezenas de litros de água. Gotejando, uma torneira chega a um desperdício entre 40 e 50 litros por dia, variando conforme a intensidade. Sempre verifique se a torneira está bem fechada e se não há vazamentos. Se puder, use também o redutor de vazão e torneiras com aeradores. Se usar maquina de lavar louça, ligue-a somente quando estiver com toda sua capacidade preenchida.

Bacia sanitária:
Não use a privada como lixeira e nunca acione a descarga sem necessidade.
Mantenha a válvula sempre regulada e conserte os vazamentos assim que eles forem notados. Quando construir ou reformar dê preferência às caixas de descargas no lugar de válvulas. Uma bacia sanitária acoplada com caixa d’água libera apenas 6 litros de água por descarga, reduzindo o consumo em 50%.

Lavanderia e área de serviço:
Deixe as roupas de molho por algum tempo antes de lavar.
Use a maquina de lavar roupas com carga máxima.
Evite o excesso de sabão, que aumenta o numero de enxágües necessários.

Quintal, jardim e vasos:
Não regue as plantas nas horas quentes do dia. Muita água evapora antes mesmo de atingir as raízes.
Molhe apenas a base, e não as folhas.
Aproveite a água da chuva quando puder. Você pode armazená-la em recipientes colocados nas saídas das calhas para depois usá-la para regar as plantas. Para lavar a calçada e o pátio, não use mangueira. Use vassoura e balde, reutilizando a água do molho das roupas.

Construção ou reforma:
Mantenha jardins ou áreas vazadas para que o solo possa absorver a água da chuva. Você estará contribuindo para a reposição da água do lençol freático.

Lavagem de carro:
Use balde em vez de mangueira. Com a mangueira gasta-se mais de 500 litros de água para lavar um carro. Com balde, o gasto é de apenas 40 litros.

*Roberto Naime, colunista do Portal EcoDebate, é Professor no Programa de pós-graduação em Qualidade Ambiental, Universidade FEEVALE, Novo Hamburgo – RS.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Novidades na área


Seminário Ambiental 

mostrará técnica inédita 

para coleta de lixo hospitalar


Lixo hospitalar é aquela porção que pode estar contaminada com vírus ou bactérias patogênicas das salas de cirurgias e curativos, das clínicas dentárias, dos laboratórios de análises, dos ambulatórios e veterinárias. Há necessidade de um cuidado especial no seu descarte e os custos de seu tratamento são elevados. Por isso foi recebida com entusiasmo a técnica denominada "Pyrolix", desenvolvida pelo pesquisador Artur Torres, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais. O Pyrolix reduz em até 90% o volume de resíduos a serem aterrados e evita a emissão de gases poluentes.

O professor Artur Torres, que colocou em funcionamento um projeto-piloto baseado em seu invento, estará em Joinville no dia 24 de novembro, quando irá proferir palestra sobre o tema "Destinação do lixo hospitalar". O Seminário de Consciência Ambiental, com enfoque na reciclagem do lixo, acontece na Câmara de Vereadores de Joinville, nos dias 22, 23 e 24 de novembro, na parte da manhã. O vereador Alodir Cristo explica que "a destinação do lixo transformou-se em questão prioritária nos principais países do mundo. No Brasil não é diferente e temos que encontrar alternativas inovadoras para enfrentar este problema. A título de exemplo, o Programa Nacional de Resíduos Sólidos proibirá, dentro de cinco anos, os aterros sanitários".

 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Brasileiro confia no discurso verde das empresas

Estudo do grupo Havas feito com 13 países indica que o público daqui é o que mais acredita que questões socioambientais podem ser resolvidas pela ação das companhias, e não dos governos. No Brasil, Natura se destaca

Por Lena Castellón

A edição 2010 da pesquisa “Futuro Sustentável”, feita pelo grupo Havas, aponta que o brasileiro confia mais nas empresas do que no governo quando o assunto é sustentabilidade. De acordo com esse estudo, que ouviu 30 mil pessoas por meio de sondagem pela internet, 60% dos habitantes daqui têm essa visão – de que as companhias podem lidar melhor com problemas socioambientais –, enquanto que a média geral ficou em 40%.


Em relação ao trabalho feito em 2009, a pesquisa indica que a preocupação do brasileiro com o assunto aumentou. No levantamento atual, 58% dos entrevistados daqui disseram estar mais atentos, um aumento de nove pontos percentual. Sobre o papel das empresas, na análise global, 76% dos consultados (contra 70% em 2009) colocam nas companhias – e não nos governos – a responsabilidade por medidas sustentáveis e sociais. Mas 68% entendem que as corporações somente falam de sustentabilidade para melhorar a imagem. Esse índice entre os brasileiros é significativamente menor: 23%.


Se a avaliação for pelo outro lado, o do envolvimento governamental, nós somos céticos. Dos brasileiros, 40% não acreditam que o poder público possa resolver problemas nesse campo. Para os consultados dos demais países, o percentual de descrença é mais baixo, 21%.


Além de depositar sua fé nas empresas, os brasileiros gostam de premiar as companhias, mais do que as demais populações. Essa disposição é encontrada em 90% dos entrevistados, enquanto que o índice global ficou em 80%. De todos os brasileiros ouvidos, 82% puniram de algum modo as corporações que não adotam práticas socioambientais – no restante do mundo o percentual ficou em 90%. Perguntado se, diante de tais números, o brasileiro é mais bonzinho, o coordenador do trabalho no País, André Zimmermann, CEO da Havas Digital Brasil, prefere dizer que o público é menos crítico. “Parte dos resultados tem mais a ver com a maturidade dos mercados desenvolvidos. Nesses lugares, a população é mais exigente porque o ‘fazer algo’ deixou de ser um diferencial”, explica.

Marcas

Entre os temas sondados está o desempenho das marcas. Os brasileiros citaram espontaneamente a Natura como a empresa mais ligada à sustentabilidade, com 27% das respostas. Em segundo lugar ficou a Petrobras (22%). Nestlé (15%), Vale (14%) e Banco Real e Bradesco (9% cada) vêm em seguida. Nos Estados Unidos, a dianteira coube ao Walmart, com 8% das citações. A segunda posição está dividida entre GE e Johnson & Johnson, com 5% cada. Globalmente, a corporação que mais se destacou foi a Ikea.

Para Hernan Sanchez, CEO da Havas Intelligence e coordenador do estudo mundial, os resultados demonstram que as corporações ganham importância e valor aos olhos do consumidor caso estejam efetivamente comprometidas com a sustentabilidade. Os pesquisadores perguntaram se os entrevistados ficariam preocupados com o desaparecimento de uma companhia no futuro.


“Eles não se incomodariam se dois terços das marcas globais sumissem. Mas descobrimos também uma forte relação entre as marcas e a sustentabilidade, sugerindo que quanto mais sustentável ela for, mais importante ela será para o consumidor”, alerta. Por isso, Sanchez salienta: “Quando uma empresa se preocupa com as pessoas, a sociedade, o planeta e contribui para fazer a diferença, ela redefine sua relação com o público”.


Segundo Zimmerman, isso deixa claro que há grandes oportunidades para as marcas. Como, no entanto, há também ceticismo em relação ao posicionamento das empresas, ele diz que é preciso propagar adequadamente o que se faz. “As empresas devem comunicar se tem práticas consistentes, mas será melhor se elas puderam incluir o público. Seria algo assim: temos um projeto de reflorestamento e você pode contribuir desta maneira. Isso faz mais sentido para o consumidor, que busca informações”, recomenda.

Consumidores mais engajados

A pesquisa “Futuro Sustentável 2010” avaliou também o engajamento dos consumidores. O público foi classificado em cinco perfis, conforme a relação do entrevistado com o tema da sustentabilidade: dedicados, passivos, céticos, descompromissados e críticos. Os resultados apontam que os desinteressados diminuíram. O perfil que mais cresce é o dos dedicados. Os devotados são 46% dos brasileiros, um aumento de 10% sobre o número de 2009. Os passivos são 17%, mesmo índice da edição anterior. Os críticos correspondem a 16%, uma alta de 2%. Os céticos e os descompromissados respondem por 11%.

   Celso Marino
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